Dimensionando O Hardware!

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Published on: 10 de setembro de 2013

Eu vejo constantemente pessoas (tecnicos de telecom ou administradores de redes) perguntando nas listas qual a maquina correta para colocar na produção de um PBX IP? Ou de uma central CLASSE 4? Ou ainda em uma central CLASSE 5? A verdade é que tais questionamentos é complicados de responder!

Muitas vezes vimos os tecnicos confiando seus servidores na indicação da melhor preço. Tem até a parada que diz -"GNU/Linux roda em qualquer maquina!". De fato roda, mas depedendo do serviço que vai ser rodado no sistema operacional o hardware pode estar mal dimensionado. Neste artigo pretendo passar os conhecimentos mínimos para que não sejamos lesados por eles, pois a vida operacional e algumas vezes até mesmo financeira de nossa empresa, pode depender disto.

Um bom técnico tem que saber previamente qual Sistema Operacional irá rodar no computador que se deseja montar. Por que? Simples, para garantir que este Sistema Operacional não seja alérgico a algum dos componentes de hardware que colocaremos no computador. Em outras palavras, precisamos garantir que todos os componentes do computador, individualmente e principalmente em conjunto, sejam compatíveis com o sistema operacional que desejamos utilizar.

Grande parte dos ditos problemas e ou defeitos que são atribuídos a alguns sistemas operacionais são na verdade falhas dos "técnicos" que montaram os computadores. Frases como: "Usei o sistema operacional X por uma semana e tirei, porque não presta. Não se encontra driver para nada."; "Detestei o sistema Y porque a todo momento recebia uma tela de erro e não conseguia fazer mais nada, ele era muito instável."; "O sistema Z é muito bonitinho, mas não encontro dispositivos que sirvam para ele, não presta." Quem trabalha na área já ouviu estas frases muitas vezes e sabe que a verdadeira causa destes problemas é o nível dos "técnicos" que montaram os equipamentos.

Todos sistemas operacionais com mais de 5 anos no mercado são estáveis para as aplicações a que se destinam e possuem vários dispositivos homologados para funcionarem com eles, mas quando se utiliza dispositivos incompatíveis, não há como garantir o funcionamento.

Certo, mas então como se deve proceder para montar um computador? Tudo começa pela resposta a três perguntas: O que você pretende fazer com este computador (a que ele se destina)? Qual sistema operacional deseja usar? Por quê?

A partir destas respostas teremos condições de dimensionar o melhor sistema operacional para a aplicação, se houver algum que se destaque no caso, além dos componentes que deverão fazer parte do computador. Adicionalmente teremos como contra-argumentar nos casos em que o cliente deseje escolher um sistema em função de aspectos ideológicos, enquanto que outro seria muito mais adequado às suas necessidades.

Logo após a escolha do sistema operacional passamos para a escolha dos componentes do computador (se forem dois sistemas deveremos validar cada componente para ambos). Para isto usaremos as listas de compatibilidade fornecidas pelos fabricantes, também conhecidas por HCL (Hardware Compatibility List). Um teste interessante é perguntar para o técnico que está auxiliando em sua compra o seguinte: Qual a sua opinião sobre a HCL deste sistema operacional? Ele irá lhe informar se ela é extensa ou restrita. Caso ele sequer saiba o que HCL significa ou disser que isto é coisa de Windows ou Microsoft, procure um técnico, pois não está diante de um!

Windows: http://www.microsoft.com/whdc/hcl/default.mspx

Solaris: http://www.sun.com/bigadmin/hcl/

Solaris Express: http://www.sun.com/bigadmin/hcl/

Red Hat: http://hardware.redhat.com/hcl/

Linspire: http://www.linspire.com/linspire_hardware_compatibility.php

Nuance: http://support.nuance.com/compatibility/

openSUSE: http://en.opensuse.org/HCL

Mandriva: http://www.mandriva.com/hardware

Turbo Linux: http://www.turbolinux.com/products/compatibility/index.html

Debian: http://kmuto.jp/debian/hcl/

openBSD: http://www.openbsd.org/i386.html#hardware

FreeBSD: http://www.freebsd.org/releases/5.4R/hardware.html

Fedora: http://fedoraproject.org/wiki/HCL

OS/2: http://en.os2.org/hardware/

Ubuntu: https://wiki.ubuntu.com/HardwareSupport

Mac OS X: http://wiki.osx86project.org/wiki/index.php/Main_Page

Naturalmente não tento contemplar todos os sistemas operacionais nesta relação, nem mesmo todas as distribuições Linux, mas coloquei os mais comuns para dar uma idéia do trabalho necessário para se montar um computador de forma correta. Neste ponto o leitor já deve ter entendido porque a maioria das empresas adquire servidores de "marcas fechadas" ao invés de montá-los. Se em computadores residenciais já é um problema enorme quando algo não funciona da forma desejada e perdemos todo nosso trabalho, imagine isto ocorrendo no servidor de uma empresa.

Após a determinação dos componentes compatíveis com o sistema operacional escolhido, passamos para o dimensionamento de cada um destes componentes de acordo com a aplicação a qual o equipamento se destina. Vamos iniciar pela fonte de energia, um dos componentes mais importantes e ao mesmo tempo mais negligenciados.

Quem já adquiriu uma fonte de energia sabe disto, mas aqueles que nunca o fizeram, aproveitem para ir a uma loja que venda componentes de computador e perguntar a potência máxima suportada pelas fontes. Descobrirá que normalmente uma fonte de 600W suporta apenas 290W e que uma fonte de 550W suporta apenas 270W. Mas o pior é que não adianta ficar brabo com o vendedor, pois isto é a mesma coisa que enfrentamos com a potência dos aparelhos de som, onde são utilizadas duas medidas, PMPO ou RMS. No caso das fontes fala-se de potência nominal e real.

Alimentar um computador com potência inadequada seria o mesmo que mandar uma pessoa mal alimentada realizar trabalhos braçais. Vai funcionar por algum tempo, mas fatalmente não aguentará a longo prazo.

Certo, mas como se dimensiona uma fonte então? Fazendo mais pesquisas é a resposta correta, pois temos que visitar os sites dos fabricantes de cada componente para saber quanto de energia ele consome e qual a capacidade de nossa fonte. O mais interessante ainda aqui é que se a finalidade para a qual o equipamente se destina for alterada, esta relação pode mudar junto.

Mesmo um computador de "marca fechada" pode ficar "sub-nutrido" em função de upgrades, portanto toda vez que desejar atualizar algum componente do computador, você deve revisar a relação entre o consumo de energia e a fonte de alimentação. Outra dica muito útil é sempre acrescentar 20-40% nos seus cálculos, para o caso de algum componentes gastar mais do que o previsto, ou da fonte render menos.

O melhor site que já conheci para o dimensionamento da fonte de um computador é o da OuterVision Extreme, onde se encontra uma calculadora muito prática:

http://www.extreme.outervision.com/psucalculatorlite.jsp

Considere que em média os seguintes componentes possuem o consumo de energia descrito na tabela:

Componente

Watts

Placa-mãe

25-35

Drive de disquetes

5-7

Teclado e mouse

3-5

CPU FAN

3-5

Unidade de CD-RW

20-28

Unidade de DVD-RW

25-35

Placa de Vídeo AGP

35-70+

Disco Rígido

25-35

Placa de Rede

4-6

Pente de Memória

20-50

Claro que o mais importante mesmo é a Amperagem disponível e não apenas os Watts, sendo os +12V os mais importantes, seguidos pelos +5V e então os +3.3V. Se houver distorções nestes valores você certamente terá problemas. Claro que não se pode esquecer ainda uma coisa. Se fizer over clock, consumirá mais energia ainda, então teste isto se for o caso.

Fonte: http://carlosfprocha.com

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